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a fÁbrica

Conheça a trajetória da Chocolates De Mendes e saiba como a origem do cacau influencia no gosto do seu chocolate

A Chocolates De Mendes é reconhecida no Brasil e no mundo pela qualidade e pelos sabores diferenciados de suas barras. Mas o que nem muitos sabem é que esse gosto todo especial e único tem tudo a ver com a origem do cacau, com o seu modo de produção totalmente artesanal e em parceria com as populações tradicionais da Amazônia. Conheça a história da Chocolates De Mendes e entenda como é produzido esse chocolate com terroir amazônico.

Situada na comunidade de ribeirinhos e quilombolas Colônia Chicano, em Santa Bárbara, na região metropolitana de Belém do Pará, a origem do cacau que compõe as barras da Chocolates De Mendes tem a marca da biodiversidade da Amazônia.

A ideia de criação da fábrica, dos sabores especiais e de uma cadeia produtiva sustentável veio da mente inquietante e ávida por conhecimento de César De Mendes. Filho de mãe quilombola e pai ribeirinho, o chocolatier com ascendência judaica e marroquina atuou como professor, pesquisador e consultor de empresas na área de tecnologia de alimentos antes de se dedicar à fábrica De Mendes. César seguiu carreira acadêmica nas áreas de química e engenharia química com cinco especializações e dois mestrados em Química de Produtos Naturais e Tecnologia de Alimentos. Como consultor de projetos, trabalhou para a Prefeitura de Medicilândia no planejamento de desenvolvimento econômico do município, maior produtor de cacau não apenas do estado do Pará, como do Brasil. Juntamente ao seu trabalho na Prefeitura e em parceria com a Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (COOPATRANS), César desenvolveu o projeto da fábrica de chocolates Amazônia Cacau, que em 2010 saiu do papel e tornou-se realidade.

Essa experiência profissional lhe trouxe lembranças de sua infância e de suas origens, provocando-lhe ao mesmo tempo anseio e também motivação para mudar a sua vida. Depois de muitos anos de estudo em Belém e São Paulo, além de viajar por todo o país como consultor, César transformou seu olhar e toda a cadeia produtiva em busca do cacau nativo. Isso porque ele sempre foi um defensor incansável da natureza, sempre teve uma preocupação genuína com a conservação da mesma e com a preservação da riqueza cultural e histórica dos povos tradicionais da Amazônia. E foi justamente dessa inquietação de verdadeiramente contribuir para manter a floresta em pé, para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e para a transformação da cadeia produtiva, que César mudou-se para a comunidade de ribeirinhos e quilombolas Colônia Chicano e fundou a Chocolates De Mendes.

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“Sempre se teve ideia de que o cacau veio da América Central ou da Europa. Não se falava nada do Brasil e muito menos da Amazônia. Isso me incomodava muito.” – César De Mendes em entrevista ao Estadão

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“Quem preserva a Amazônia são os povos originários, que conseguem manejar a floresta sem derrubar, usam de forma sensata, sábia e equilibrada.” – César De Mendes em entrevista ao Estadão

A De Mendes surgiu em 2014 não apenas em meio às populações tradicionais da Amazônia, tais como indígenas, quilombolas, ribeirinhos, caboclos e agricultores familiares, mas em sintonia com os valores destes povos. E esta é uma das razões para o chocolate produzido por César ser tão único e especial. Sua produção é totalmente artesanal e seu trabalho fundamenta-se na seleção de cacau nativo com excelência sensorial e no preparo do cacau fino através da capacitação dessas diferentes comunidades. Essas parcerias representam a verdadeira essência da Chocolates De Mendes e transparecem no sabor e na qualidade de todos os seus produtos.

A De Mendes reconhece o valor desses povos e territórios. A partir de seu profundo conhecimento e sua forte relação com a terra, essas comunidades selecionam as amêndoas de cacau e cupuaçu para atender o alto grau de excelência sensorial requerido pela produção da Fábrica. Todos são treinados pelo próprio César para atuar na colheita, na seleção, na quebra, na fermentação e na secagem das amêndoas. O chocolatier preocupa-se em compartilhar seu conhecimento, de modo que o mesmo seja retido na origem da cadeia produtiva e aperfeiçoado pelos próprios povos locais.

Nessa parceria com as populações tradicionais da Amazônia, César estabeleceu com cada uma das pessoas com quem trabalha uma relação de interação, envolvimento, troca, aprendizado e conexão de muita profundidade e significado. Um vínculo de tamanha reciprocidade e respeito que sempre o emociona. Na teoria, é César “o professor” quem ensina e capacita seus parceiros para o fornecimento das matérias- primas de seus chocolates, mas na prática é ele quem aprende com as histórias, as raízes culturais, o conhecimento ancestral, a identidade, os valores, a essência e a sabedoria de cada um desses povos.

Essas comunidades tradicionais transformam-se assim nos verdadeiros guardiões de suas riquezas naturais, com acesso à renda através do manejo da floresta de forma responsável e sustentável, contribuindo para a preservação e proteção da biodiversidade e do meio ambiente. Ao fabricar barras de chocolate e cupulate ricos em sabor e história, a De Mendes age com integridade socioambiental da colheita à produção.

 

A origem do cacau usado pela De Mendes e a busca pelo fruto

César e os povos tradicionais da região fazem expedições em busca do cacau nativo e

especiarias para criar o chocolate perfeito, algo que lhe rendeu o apelido de Indiana Jones do Chocolate. A origem do cacau está intrinsecamente ligada ao sabor de cada

uma das barras. A Amazônia é uma área muito rica e formada por biomas diversos, que se diferenciam quanto à disponibilidade de água, incidência de luz, vegetação da região e características do solo. Tudo isso influencia o gosto do chocolate. As barras produzidas pela De Mendes chamam a atenção por suas notas diferenciadas. Há chocolates com notas de flor, frutas secas, mel e castanhas, por exemplo. E esse resultado único e delicioso deve-se não só ao tipo de bioma de onde a matéria-prima é advinda, como também ao pré-processamento realizado pelas comunidades parceiras.

A origem do cacau está no nome e no sabor de todas as barras produzidas pela Chocolates De Mendes. Bom Jardim, Xiba, Mocajuba, Sakaguchi e Yanomami- Ye'kwana são apenas alguns exemplos de nomes de barras que homenageiam comunidades, associações, cooperativas ou regiões onde as amêndoas de cacau foram pré-processadas, além de rios, povos indígenas ou protagonistas de histórias que marcaram a vida de César. A concentração de cacau em todas as barras produzidas pela De Mendes é similar e nenhuma delas possui gordura hidrogenada e outros produtos químicos que alteram sabor, cor e aroma. Além disso, a origem do cacau utilizado pela De Mendes é estudada por cientistas. Quando são encontradas espécies que ainda não foram catalogadas, o material é enviado para geneticistas da Ceplac (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira). Em 2014, César De Mendes descobriu em uma de suas expedições o cacau da variedade Jarí. Ele foi colhido na fronteira dos estados do Pará e do Amapá, mais precisamente nos municípios de Almerim (Pará) e de Laranjal do Jarí (Amapá) em meio a uma floresta densa e primária repleta de castanheiras seculares. A barra produzida com esse cacau chama-se Chocolate Jarí porque ele foi encontrado nas margens do rio assim denominado.

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A origem do cacau e o sabor do chocolate premium da De Mendes agrada também o paladar de estrangeiros. O chocolatier leva parte da sua produção para eventos nacionais e internacionais, o que já lhe rendeu prêmios em vários festivais e destaque em publicações especializadas. Quer experimentar um chocolate premium e ao mesmo tempo contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos povos da Amazônia?

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